Laboratório que investiga doenças raras é homenageado na Alepe

Em 10/03/2016
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Reunião Solene em homenagem ao Laboratório de Imunopatologia Keizo Azami, por solicitação do deputado Zé Maurício. Foto: João Bita

Reunião Solene em homenagem ao Laboratório de Imunopatologia Keizo Azami, por solicitação do deputado Zé Maurício. Foto: João Bita

A Semana Estadual de Conscientização sobre Doenças Raras foi encerrada nesta quinta, na Assembleia Legislativa, com uma homenagem ao Laboratório de Imunopatologia Keizo Azami, Lika, ligado à Universidade Federal de Pernambuco. Em 2016, a instituição completa 30 anos. O nome do laboratório é uma homenagem ao cientista da Universidade de Keio, no Japão, que idealizou o instituto de pesquisa especializado em doenças tropicais no Nordeste brasileiro.Hoje, o Lika concentra pesquisas voltadas para o diagnóstico de doenças raras e realiza todos os anos um simpósio para compartilhar conhecimentos científicos e clínicos sobre as patologias.

A homenagem foi solicitada pelo deputado Zé Maurício, do PP. O parlamentar considera que a instituição vem prestando serviços importantes ao País, com trabalhos sobre a microcefalia e o vírus zika. Ele destacou a presença de uma comitiva japonesa, que veio ao Recife esta semana, para contribuir nas investigações sobre a doença.

O diretor do instituto, José Luiz de Lima Filho, declarou-se honrado com a homenagem. Ele explicou como o laboratório tem trabalhado na busca de uma vacina para o vírus da zika. “O Lika vem trabalhando em praticamente três frentes, em relação à zika, com cooperação com outros países, outros parceiros nacionais e internacionais, e agora principalmente com o Japão. A primeira é no desenvolvimento de métodos de diagnóstico. A gente precisa diagnosticar bem a doença para saber como agir com ela. Isso é fundamental. A segunda é entender a doença, o que é que se passa. E depois tratá-la ou prevenir. Espero que essa colaboração dê frutos o mais rápido possível.”

O professor japonês Seiki Tateno, membro da Cooperação Norte-Sul em Saúde Pública e ex-diretor do Lika, afirmou que a parceria do Japão com Pernambuco na área da saúde tem sido bem sucedida há muitos anos. Para ele, desenvolver trabalhos com a comunidade diretamente atingida pelas patologias é a realização de um sonho.

Já para a presidente da Amar, Aliança de Mães e Famílias Raras, Poliana Dias, o trabalho do Lika e da Semana de Conscientização é muito importante para dar visibilidade às pessoas que sofrem com as doenças e vivem à margem da sociedade. “Eu acho que consegue mostrar à sociedade, primeiro, que essas pessoas existem; que elas são importantes, para a vida de alguém; que elas são o futuro também, porque costuma-se dizer que o futuro é só aquela pessoa que tem saúde, mas não. Eu acho que as pessoas com doenças raras têm todo o direito de falar e ser ouvida, mesmo que elas falem com a voz do coração. E esta semana traz isso, ela traz uma voz.”

A superintendente de Atenção Primária da Secretaria Estadual de Saúde, Maria Francisca Carvalho, agradeceu o trabalho de todas as instituições pela oportunidade de diagnóstico e tratamento de gestantes e crianças no Estado.